+ McClure

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PEYOTE

Claro – os sentidos brilham – sentado na cadeira negra – pedra – As paredes brancas refletem a cor das nuvens Se movendo sob o sol. Intimidades! As salas Desimportantes – embora como divisões de todo espaço De todo o oculto e beleza. Escuto A musica de mim mesmo e a escrevo Para ninguém ler. Passo por fantasias ao passo Que elas cantam pra mim em vozes de Circe. Passeio Entre as minhas pessoas e sei tudo O que preciso saber. EU SEI TUDO! PASSEIO PELO QUARTO Há uma cama de ouro radiando toda a luz O ar é cheio de enforcamentos e bainhas Sorrio pra mim mesmo. Sei Tudo o que há pra saber. Vejo tudo que há Pra sentir. Amigável com a dor Em meu estômago. A resposta Para o amor é minha voz. Não há tempo! Nem respostas. A resposta para o que sinto é o que sinto A resposta para o gozo é gozar sem sentimento. A sala é um querubim multicolorido De ar e cores brilhantes. A dor em meu estômago É morna e tenra. Sorrio. A dor Dá muitas pontadas, sem angústia. As cores do quarto mudam de amarelo pra violeta! O espaço negro marrom atrás da porta é precioso Intimo, silencioso e quieto. O berço De Brahma. Eu sei Tudo o que preciso saber. Sem pressa Leio os sentidos de paredes arranhadas e tetos rachados. Estou separado. Fecho os olhos em divindade e dor. Pisco em solenidade e insolente prazer Sorrio pra mim com meus movimentos. Caminhando Piso mais alto em cuidado. Preencho o espaço Com meu corpo. Vejo os secretos e distintos Padrões de fumaça da minha boca Estou sem atenção da parte de tudo. Distinto Separado do brilho e da beleza. Vejo tudo. _______________________________________ (AMPLIDÃO E severa intensidade – fechado em mim. Não mais Uma nuvem Carnal e real como uma pedra. Como Héracles De substância primordial e vital. E nem um pouco assustado com a coisa tosquiada de glamour Mas aceitando. As coisas bonitas não são nós Mas eu as assisto. Entre elas. __________________________________________ (E a coisa Indiana. É verdade! Aqui em meu apartamento penso pensamentos tribais.) ___________________________________________ ESTÔMAGO!!! Não há tempo. Me visita um homem O deus das raposas Há sujeira embaixo das unhas de sua pata Descansado ele vem de sua toca. Sorrimos um ao outro em reconhecimento. Estou livre do tempo. Eu o aceito sem triunfo — um fato. Fechando meus olhos há flashes de luz. Meus olhos não focam, se lançam. Vejo que tenho três pés. Vejo sete lugares ao mesmo tempo! As inclinações do assoalho – os declives do quarto Coisas derretem. Umas nas outras. Flashes De luz E fusões. Espero Vendo a coisa física passar. Estou numa planície de tempo e espaço. ! ESTÔ-MAGO! Escrevendo a música da vida Em palavras. Ouvindo os sons redondos do violão Como cores. Sentindo o toque da carne. Vendo o caos perdido das palavras Na página. (derradeira graça) (doce Yeats e sua bola de haxixe.) _________________________________ Meu estômago e eu somos dois Juntos Em vida. __________________________________ ESTE É O CONHECIMENTO SUPREMO Nós rimos com ele. ___________________________________ Na janela vejo o brilho azul-cinza do tédio. Estou aquecido. Dentro do dragão do espaço. Encaro dentro das nuvens assistindo Suas convulsões enevoadas. Os giros de vapor Anseio por pequenas nuvens fora da existência. Elas se tornam peixes se devorando. E mudam como os espíritos sagrados de Dante Sendo águas marinhas congeladas no céu a me desafiarem.

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